6 de setembro de 2020

A maior parte do wasabi consumido, não é wasabi, mas raiz-forte

Por Edwin

Wasabi,, em japonês, é um tempero em pasta utilizado na culinária japonesa, feito da planta wasabia japonica, sendo cultivado nos frescos planaltos de Amagi, na península de Izu, Shizuoka, Hotaka e Nagano. A Wasabia japonica pertence à família das Brassicaceae e é conhecida também como raiz-forte japonesa ou wasábia.

A produção da Wasabia japonica é muito difícil em escala comercial, dadas as características climáticas em que esta planta se desenvolve, com água fria em regiões montanhosas, o que tornam este produto mais caro do que outras variedades de raiz forte da família das Brassicaceae.

A probabilidade de que você nunca tenha comido wasabi é grande. A iguaria é rara, cara e só cresce no Japão. Seu nome científico entrega a origem. Cada planta leva um ano e meio para chegar ao ponto de ser colhida. O valor de um quilo no varejo chega a mil reais. Por isso, as pastas servidas em restaurantes étnicos fora do Japão costumam conter menos que 5% da planta original.

Mas, se não é wasabi, o que estamos comendo?

Na melhor das hipóteses, uma mistura de raiz forte com mostarda picante e corante artificial. Infelizmente, são poucas as pessoas que notam a diferença. E que poderiam protestar para que o alimento original pudesse estar disponível. Afinal, diante de um embuste colorido perdemos benefícios à saúde. Como o alto teor de vitamina C do wasabi, que fortalece o sistema imunológico e combate as infeções em diferentes partes do organismo. Sem saber, também perdemos também seu efeito termogênico. Diante desta surpreendente revelação, o canal youtuber Speaking of Chemistry (“Falando de química”) produziu um vídeo em que mostra como o wasabi original e o falso se diferenciam.